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domingo, 6 de fevereiro de 2022

Astronauta esculpido em igreja de mais de 500 anos é "mistério" na Espanha


 

 

Obras do tipo não são uma exclusividade espanhola, mas a região de Castela e Leão se especializou no assunto. Naquele ano, quando Barcelona sediava sua célebre Olimpíada, Salamanca se preparava para receber a exposição "As Idades do Homem", uma famosa mostra de arte sacra espanhola.
Para um evento desse porte, uma restauração seria bem-vinda à Nova Catedral. "Nova" naquelas. Como acontece em outras cidades europeias, é uma pegadinha de relatividade: ela começou a ser construída em 1513, enquanto a outra catedral em Castelo e Leão foi erguida entre os séculos 12 e 14.
Considerada um dos melhores exemplos do gótico tardio espanhol, segundo Rolf Toman, Barbara Borngässer e Achim Bednorz no livro "Churches and Cathedrals", a Nova Catedral tem uma "estrutura esquelética que cria um exterior monumental com interiores de proporções generosas". Ela foi concluída em 1733. Durante a restauração dos anos 1990, um artista chamado Miguel Romero, envolvido nas obras, decidiu deixar sua marca na lateral do templo. Era algo que, segundo o historiador Benjamín García-Hernández, em entrevista ao jornal espanhol "El Comercio", era corriqueiro na Idade Média.
Romero resolveu homenagear os avanços tecnológicos do século passado e tascou um astronauta em meio aos ramos. A ala ganhou também um dragão tomando sorvete.

Apesar de ser uma história relativamente nova e bem documentada, ela alimenta uma série de especulações absurdas. Tanto que sites sérios, dedicados a derrubar esses mitos criados na internet, precisam gastar tempo com o assunto. Mas não dá para negar. Toda essa mística de "Eram os Deuses Astronautas?" tem apelo, e o "astronauta de mármore" da Nova Catedral virou um dos pedacinhos mais procurados e fotografados da catedral. Em 2011, de acordo com o site "El Mundo", foi a vez de ele passar por uma restauração, após ter um braço vandalizado. Se a região espanhola não estivesse satisfeita com a intervenção/viagem no tempo de Romero, teriam removido o astronauta nessa oportunidade.
 

quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

Como a indústria do bem-estar está dominando o mercado do turismo


 

 

ue tal um dia de viagem que começa um com café da manhã rico em ingredientes da culinária local e depois segue para uma incursão a uma montanha, ao lado de um experiente instrutor de educação física? Ou talvez passar alguns dias surfando em uma praia particular, com meditações regulares na floresta tranquila da Costa Rica? Ou ainda aperfeiçoar seus conhecimentos de ciclismo — é claro, com acupunturistas à espreita caso você precise aliviar a dor pós-pedalada? Bem-vindo ao mundo do turismo de bem-estar!!!

O mercado do bem-estar — uma cadeia global de terapias, exercícios, nutrientes e mais — viveu uma ascensão triunfante na última década. As percepções de milhões de pessoas sobre a importância da dieta, do cuidado com o corpo e das práticas saudáveis se transformaram, fortalecendo novos e vibrantes nichos de negócios. E, à medida que o cardápio do bem-estar se expande, os mercados relacionados, do comércio de alimentos à hotelaria, estão começando a oferecer produtos que refletem os valores de consumidores preocupados com corpo e mente.

Marcas que há anos apostam no estilo de vida de bem-estar, como a rede de fitness e serviços Equinox; a SoulCycle, que oferece aulas de ciclismo indoor de alto nível; ou a varejista de roupas esportivas Lululemon, estão fazendo de tudo para acompanhar a corrida e oferecer também a seus consumidores opções de viagens. O turismo de bem-estar é definido pelo Global Wellness Institute (Instituto Global do Bem-Estar, em tradução livre), uma entidade sem fins lucrativos com sede nos EUA, como "viagens associadas à busca por manter ou melhorar o bem-estar pessoal".
Não que estes objetivos sejam uma novidade para quem viaja: pense nas peregrinações ao Mar Morto ou em fontes termais na Ásia. O diferencial agora é que, por um lado, o consumidor vê nessas viagens uma extensão de seus valores e estilo de vida. Da parte do mercado, há maior profissionalização e sofisticação dos programas — o que geralmente significa refeições planejadas rigorosamente, exercícios supervisionados e ênfase nos princípios da atenção plena e evolução pessoal. Isso, claro, tem um preço que chega facilmente aos milhares de dólares — o que faz críticos apontarem para o bem-estar como um privilégio dos mais abastados. Os defensores deste tipo de serviço, no entanto, afirmam oferecer oportunidades de desenvolvimento pessoal e de envolvimento da comunidade.

Mas além das opiniões, vamos aos fatos sobre este mercado. Extravagância em novas fronteiras De 2015 a 2017, o mercado global de turismo de bem-estar cresceu de US$ 563 bilhões para US$ 639 bilhões, ou 6,5% ao ano — mais que o dobro do crescimento do turismo em geral, de acordo com o GWI. Até 2022, o instituto prevê que o mercado chegará a US$ 919 bilhões (18% de todo o turismo global), com mais de um bilhão de viagens individuais em todo o mundo. Anne Dimon, presidente da Wellness Tourism Association (Associação de Turismo de Bem-Estar), acrescenta que, embora qualquer um possa ser um "turista do bem-estar", o perfil principal é de mulheres com nível superior e idade entre 30 e 60 anos.

Quem for cliente da Equinox, a academia de ginástica americana conhecida por suas luxuosas comodidades e alto valor de matrícula (podendo chegar a mais de US$ 3 mil, cerca de R$ 13 mil), pode desfrutar de uma nova linha de viagens de bem-estar holísticas e luxuosas. Clientes assim são o que Beth McGroarty, diretora de pesquisa do GWI, descreve como viajantes "primários" do bem-estar — aqueles que viajam com o foco exclusivo em experiências ou destinos centrados no bem-estar. E embora esse grupo represente apenas 14% dos gastos com este segmento de turismo — os outros 86% vêm de viajantes "secundários", que incorporam atividades de bem-estar em viagens de negócios ou lazer padrão, seu custo médio de viagem é muito, muito maior.

"Viajantes (primários) no nível doméstico gastam cerca de 178% a mais do que o viajante médio", diz McGroarty. "E no nível internacional, eles gastam 53% a mais." Para a Equinox, entrar no ramo do turismo significa recriar a extravagância de sua marca em novas fronteiras. E a fórmula tem se mostrado promissora: Leah Howe, diretora sênior da Equinox Explore (a linha de viagens da marca), afirma que quase 100% de seus clientes manifestaram interesse em participar de uma viagem. Várias das seis excursões planejadas para 2020, cada uma limitada entre 12 a 20 pessoas, já se esgotaram.

O pacote mais barato, uma excursão de quatro dias por Florença, começa em US$ 2.350 (cerca de R$ 10,6 mil); o mais caro, por seis dias de caminhada no Marrocos, a partir de US$ 6.250 (R$ 28,2 mil). Aqueles que puderem desembolsar o último valor chegarão no cume do Monte Toubkal ao lado de dois treinadores profissionais, terão jantares com a culinária local e participarão de sessões de ioga e banho a vapor.

O objetivo do Explore, diz Howe, é que os membros do clube voltem para casa se sentindo melhor do que quando saíram. É por causa de sua conexão pré-estabelecida com a marca que eles confiam na Equinox para tomar as rédeas da viagem. 'Pseudociência' No entanto, pode-se argumentar que cultivar o bem-estar pode ser simples e relativamente barato.

"Os conceitos básicos de uma boa saúde são inequívocos", diz Margaret McCartney, clínica geral atuando Glasgow. "Não fumar, tomar cuidado com álcool, ter uma dieta com frutas, vegetais e cereais integrais, exercício, conexões sociais." Assim, à medida que a indústria do bem-estar cresce, existe o risco de sermos levados a gastar excessivamente?
Isso depende, opina David Colquhoun, farmacologista da University College London e autor do blog sobre ciência DC's Improbable Science. "Ninguém poderia ser contra o bem-estar. Seria como se opor à maternidade ou à torta de maçã", escreveu ele em 2011. "A única questão que realmente importa é: quanto disso funciona?" O segmento de bem-estar, não apenas o de turismo, inclui bastante coisa. Há serviços das marcas como SoulCycle ou Equinox que permitem aos membros esquecer das burocracias e focar no relaxamento, cuidado e prazer. Mas esta indústria inclui também empresas criticadas por promover produtos e práticas cientificamente não comprovadas e algumas vezes danosas, como produtos dietéticos "homeopáticos" ou tênis "minimalistas" que aumentam o risco de lesões. A Goop, marca fundada pela atriz americana Gwyneth Paltrow e que também está entrando no ramo, é frequentemente acusada de promover pseudociência — um programa recente no Netflix sobre a marca e sua criadora, o Goop Lab, foi descrito como um "risco considerável à saúde" por Simon Stevens, chefe-executivo do órgão britânico de saúde National Health Service. Mesmo sob críticas, a marca está crescendo e também dando seus primeiros passos no turismo. Em janeiro, a Goop anunciou seu cruzeiro de estreia — que percorrerá Espanha, França e Itália em agosto por 11 noites e terá programação com aula,  palestras e encontros com Paltrow em pessoa. O preço inicial é de US$ 2 mil (R$ 9 mil).

Kiki Koroshetz, uma das diretoras da Goop, diz esperar que os clientes levem para casa "uma nova perspectiva, um ciclo mental que possa ser reproduzido regularmente na mente de alguém. Uma ferramenta para gerenciar o estresse, para ter uma conversa difícil, para experimentar mais alegria, para encontrar conexão."

segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

Hostel funciona em casa na árvore a 200 metros do chão


 

 

A Nicarágua tem um hostel bem diferente: uma casa na árvore! A construção está na Reserva Natural Volcán Mombacho, pertinho do vulcão homônimo. Para chegar ao Treehouse, um ônibus gratuito sai do Parque Central de Granada e leva os hóspedes até a área do hostel em menos de 20 minutos. A partir daí, só há um jeito de acessar a casa, a uma altura de 200 metros do chão: atravessando uma longa ponte suspensa de metal de 60 metros de comprimento. Ela só é presa por cima, sem vigas de sustentação. Mas, por ser de metal e bem fechada dos lados, não tive medo de atravessar, O Treehouse, como o próprio nome sugere, realmente parece uma enorme casa na árvore, o sonho de qualquer criança. Do lado de fora já dá para ver várias redes e um balanço. O lugar me lembrou um acampamento, todo de madeira, com beliches, o clima familiar e grandes mesas de piquenique, onde todos se sentam juntos durante as refeições (que incluem opções vegetarianas). Dá para se hospedar em quartos individuais e coletivos, como sempre, mas o diferencial é poder acampar em barracas ou até dormir nas redes – neste caso, você pode guardar os pertences importantes em cofres.

Para aproveitar a natureza estonteante da região, o hostel organiza trilhas, escaladas, tirolesas — hóspedes têm desconto — e leva seus visitantes para nadar em lagos "secretos" da floresta, apenas acessíveis com jipes 4×4. Um dos locais de mergulho é parte da Laguna de Apoyo e o outro é na região vulcânica Aguas Agrias.

 


 

quarta-feira, 3 de novembro de 2021


 

 

Qual o tipo de animal que você associa com praias paradisíacas? Gaivotas, peixes, talvez golfinhos? E que tal flamingos? Pois quem gostaria de encontrar estas nada discretas aves ao vivo, sem ser em um zoológico, tem destino certo: o Caribe. As nada discretas aves são a atração principal de um resort em Aruba. O local, que funciona em uma ilha particular, com acesso somente aos hóspedes de um resort voltado para o público adulto.

No entanto, visitantes são bem-vindos em passeios de um dia, mediante pagamento de uma taxa. É possível alimentar os animais e, sim, tirar fotos com os "anfitriões" emplumados, que passeiam entre as espreguiçadeiras e os turistas sem preocupação.

sexta-feira, 29 de outubro de 2021

Hospedagem gratuita no exterior? Basta ficar cuidando do animal de alguém !

 


Curtir o belo pôr do sol do Caribe, conhecer um dos famosos pubs londrinos ou ainda usufruir do clima urbano de Boston, nos Estados Unidos. Tudo isso sem gastar dinheiro algum com hospedagem. Essa é a promessa do site Trusted Housesitters, que liga viajantes a proprietários de casas em 140 países ao redor do mundo. A ideia lembra um pouco o esquema feito pelo Airbnb, em que donos alugam suas casas enquanto estão fora da cidade. No entanto, a diferença está na contrapartida: neste caso, a hospedagem é dada em troca da pessoa cuidar dos animais de estimação do proprietário, enquanto ele está viajando de férias. Para quem vive em um apartamento estilo "caixa de sapatos",  muito comum nas grandes cidades, pode ser a oportunidade de realizar a fantasia de ter seu próprio animal e ainda economizar. Dá para cuidar de cachorros de todas as raças, gatos e até de galinhas e outros animais, se necessário. Responsabilidades O contato entre as duas partes é feita pelo site. Ao anunciar a propriedade, os donos já dão algumas dicas sobre como funciona sua casa e ainda destacam as responsabilidades do futuro hóspede. Magie, uma proprietária de Boston, por exemplo, pede que a pessoa "saia para passear três vezes ao dia com sua cachorrinha, a schnauzer Sweet Pea, assim como dê comida antes de meio-dia e ainda durma com ela todas as noites".

Para participar, basta se inscrever de forma gratuita no site, mas é necessário pagar US$ 119 anuais (R$ 376, em valores convertidos em 24/01/2017) para se tornar um membro oficial e tentar encontrar uma vaga em alguma das casas disponíveis.

terça-feira, 21 de setembro de 2021

Já pensou em alugar uma ilha particular em Belize?

 


Se você acredita que as únicas pessoas que passam suas férias em ilhas privadas são os ricos e famosos, melhor pensar novamente: a remota e linda Bird Island, localizada a apenas 20 minutos da Vila de Placencia, em Belize, vai fazer você se sentir como a realeza - mesmo que apenas por alguns dias. E a melhor parte disso tudo é o aluguel acessível: sai R$ 1274 por noite....

A propriedade está disponível no site AirBnb e a permanência mínima é de três dias. De tão remota, só é possível chegar na ilha com a ajuda dos proprietários, que aproveitam para levar seus inquilinos em um passeio de barco de 30 minutos por seu oásis privado. Uma vez que a pessoa chega lá, consegue entender o clima - afinal, fica literalmente cercada pela água azul do mar.

Quase todos os quartos da casa tem vista para o paraíso, tanto que até dá para ver o oceano da cama principal. E quem curte snorkeler, que é a prática esportiva de mergulho em águas rasas com o objetivo de recreação, relaxamento e lazer, vai adorar. Tudo o que precisa fazer é relaxar nas águas enquanto observa alguns dos melhores recifes do mundo. É basicamente o destino de sonho de qualquer lua de mel, ou de um casamento de conto de fadas. Mas também dá para ter a melhor reunião familiar da sua vida, uma vez que crianças e adultos irão apreciar tudo o que a ilha tem para oferecer

domingo, 8 de agosto de 2021

Você sabe onde foi gravado 'Mamma Mia 2'? Não foi na Grécia!






Embora o filme ainda se passe na ilha grega de Kalokairi, a Croácia foi a escolhida como cenário para a sequência do musical

Dez anos depois, a sequência de Mamma Mia! chega aos cinemas do País sem o mesmo brilho do primeiro, mas com ainda mais inspirações para viajantes. Mamma Mia: Lá vamos nós de novo! usa como mote a inauguração do Hotel Bella Donna para contar como Donna (Maryl Streep) chegou à ilha grega de Kalokairi e se envolveu com os três pais de Sophie (Amanda Seyfried). E, para isso, se vale de muitos flashbacks.

 No primeiro filme, a Kalokairi da vida real é a ilha grega de Skopelos, no Mar Egeu (sim, a capela no alto do rochedo à beira-mar é verdadeira). Desta vez, a ilha de Vis, na Croácia, faz o papel de Kalokairi. E não decepciona.



O filme, contudo, coloca em pauta outras sugestões de destinos para viajantes que tenham dentro de si a mesma necessidade de explorar o mundo da jovem Donna (Lily James). Separamos algumas delas abaixo.

 O início de tudo

Quando o filme começa, Donna está se formando na faculdade. A deixa para entoar When a Kiss The Teacher é o discurso de formatura — a cena em que os formandos saem de bicicleta foi gravada em Wytham, vilarejo de 131 habitantes a 1h30 de Londres. Dali, Donna chega a Paris, onde encontra o jovem Harry (Hugh Skinner), antes de rumar à Grécia.
 Kalokairi

Se você for fã, tiver tempo e alguma boa vontade, até dá para conhecer a Kalokairi dos dois filmes. Entre Skopelos, na Grécia, e Vis, na Croácia, são cerca de seis horas de voo (com conexão), sem contar o deslocamento marítimo. Skopelos está a 2h30 de ferry de Vólos - que, por sua vez, fica a 3h30 de Atenas. Vis está a 2h30 de ferry da histórica cidade de Split. Tudo fica mais fácil se você for uma estrela da música: nesse caso, é só chegar de helicóptero, como Ruby (interpretada por ninguém menos do que Cher).
 Os penhascos escarpados, a água cristalina e a infinidade de cenas à beira-mar (além da trilha sonora do Abba) continuam em Mamma Mia 2. Com cerca de 3 mil habitantes, a ilha de Vis tem só um hotel (San Giorgio, diária a partir de 110 euros). Por isso, muita gente se hospeda em apartamentos de aluguel de temporada ou villas charmosas, como fez o elenco.

A maior parte das filmagens se deu em outra parte da ilha, Komiza. A praia de Stiniva, considerada a mais bela da Europa em 2016, será reconhecível nas tomadas em que Bill (na juventude, Josh Dylan) e Donna saem de barco. A taverna onde Donna e suas amigas se apresentam é, na verdade, o restaurante Jastozera, e a pizzaria Pansion Dionis se transformou no mercado de Kalokairi. Na vida real, o melhor restaurante da ilha não entrou nas filmagens: Pojoda, no centro de Vis.

Infelizmente, o Hotel Bella Donna é fictício - embora haja uma página para explorar o local, como se fosse real. Acesse aqui, mas cuidado com os spoilers.

 Outras paradas

Donna não é a única viajante da história. Sky (Dominic Cooper) começa o filme em Nova York, onde estuda hotelaria. Harry (Colin Firth) aparece em Tóquio, em um arranha-céu com vista para as inconfundíveis luzes de néon da cidade. Bill (Stellan Skarsgard), por sua vez, está em Estocolmo, mas pouco se vê da capital sueca. Use como inspiração.

segunda-feira, 5 de julho de 2021

Uma história de superação e viagens



Conheci a Mellina através de um post no Instagram…achei muito curioso um blog de viagens se chamar 4pataspelomundo e resolvi entender melhor. E não é que descobri uma história linda de superação…e viagens!

Pois é, a Mellina é uma jovem de 35 anos, formada em Turismo que sempre gostou muito de viajar com a família e os amigos. Para ela viajar representa uma possibilidade de autoconhecimento – um mundo de novas experiências e aprendizados únicos.
 Aos 14 anos descobriu uma degeneração na retina e começou a perder a visão progressivamente. Aos 27 anos a doença se agravou e ela precisou encarar o fato de que era deficiente visual. Precisou aceitar a bengala e as transformações que a vida lhe impôs.

Como todo processo de transformação, Mellina teve que encarar de frente seus medos, dúvidas e inseguranças. Com o apoio da família conseguiu aceitar sua nova condição de vida e vencer seu próprio preconceito com a doença que a afligiu. E, a partir da aceitação, conseguiu retomar as rédeas da sua vida – seus outros sentidos ficaram mais aguçados e aos poucos foi retomando a autoconfiança.
Mas…o que tudo isso tem a ver com viagem? Bom, eu achei super inspirador saber que, apesar de hoje ter apenas 3% da visão, a Mellina retomou seu hábito de viajar e agora desbrava e experimenta o mundo de uma forma muito mais sensorial na companhia da Hilary, uma labradora preta fofíssima, que é seu cão-guia.

 Mel, como foi se adaptar a condição de deficiente visual?

No início foi muito difícil, quando precisei aceitar a bengala e encarar que era deficiente visual. Foi uma época bem complicada da minha vida, precisei trabalhar várias coisas em minha mente para conseguir seguir em frente, e uma delas foi enfrentar o meu próprio preconceito. Tinha vergonha de usar a bengala e mostrar para as pessoas que eu era deficiente visual, como se isso fosse mostrar a minha fraqueza.
 Como a Hillary entrou na sua vida?

A Hilary chegou em minha vida no começo de 2014, através de um projeto do SESI SP, em parceria com o Instituto IRIS. Passei por um processo de adaptação e treinamento intenso para aprender a “enxergar” com os olhos dela – aprender a ser guiada e confiar totalmente nela, pois nunca sei do que está desviando e o que tem a nossa frente, aprender a usar o equipamento (arreio) e os comandos certos. Aos poucos fomos nos conhecendo e o carinho crescendo. Hoje digo que ela é como um filho, preciso me preocupar com alimentação, banho, escovar dentes, pelo, brincar, levar ao banheiro. E como todo filho tem alguma característica da mãe…a Hilary, assim como eu, adora viajar!

 Você voltou a algum lugar turístico que já conhecia após perder a visão?

Sim. O mais marcante foi Orlando. Sempre fui apaixonada por essa cidade, sempre amei a magia dos parques e em 2017 tive a oportunidade de retornar. Confesso que foi um pouco nostálgico, fiquei olhando as coisas que antes eu enxergava e só via uma névoa, sem definir imagens, ao anoitecer conseguia ver melhor as luzes e alguns detalhes, mas a claridade me incomoda bastante. Mas isso foi só no início, depois curti tudo da mesma forma, me atentando mais aos sons e cheiros! E claro, da energia daquela terra encantadora!
 Você conheceu algum lugar novo, que nunca tinha estado, após perder a visão?

Vários lugares novos desde que perdi a visão. A experiência de viajar sem enxergar é diferente, não aprecio a beleza do lugar, mas a energia, o contato com as pessoas, o vento, o som, cheiro, gastronomia, ou seja, só não uso a visão!

Como é viajar com um cão guia? Ela vai com você dentro do avião? Existem trâmites especiais?

Eu sempre falo que veio o cão-guia certo para mim! A Hilary adora viajar e conhecer novos lugares. Ela vai dentro do avião junto comigo, dorme nos meus pés a viagem toda, assim é quando viajo de ônibus também. A única coisa que preciso é ter as vacinas dela em dia, estar sempre com a carteirinha comprovando que ela é um cão-guia e ela estar usando os equipamentos de guia (arreio). Para viagens internacionais preciso também do CVI, documentação fornecida pelo Ministério da Agricultura.

 E nos hotéis, precisa escolher hospedagens “pet friendly” ou cão guia é aceito em todos os estabelecimentos?

Existe uma lei onde cão-guia tem livre acesso em todos os locais, incluindo hotéis. Nem todos respeitam a lei, mas com um pouco de conversa somos aceitas, mesmo que não seja sempre de tão bom grado.
 Já passou algum aperto com a Hilary em alguma viagem?

Já passei pelo descumprimento da lei. Recentemente fui a Buenos Aires e não fomos aceitas em vários estabelecimentos (restaurante, mercado, farmácia), mesmo explicando sobre a lei. Como estávamos em outro país, às vezes, fica mais complicado brigar para que respeitem a lei.

Já se sentiu discriminada por conta da deficiência visual em alguma viagem?

Por conta da deficiência visual não me recordo de nenhum acontecimento, a discriminação acontece mais por causa do cão-guia. De um modo geral sempre sou bem tratada.
 Em suas viagens, sua família a acompanha ou você viaja sozinha com a Hillary?

Depende da viagem, às vezes vou sozinha, com namorado e/ou família. Gosto de viajar sozinha, por mais que sozinha tenha mais dificuldades pois dependo de outras pessoas para me ajudar, a experiência é bem diferente, acabo tendo mais contato com outras pessoas e isso me traz uma percepção diferente das coisas.

E você tem alguma dica de hotel ou passeio que surpreendeu pelo atendimento?

Recentemente fomos para Caldas Novas e ficamos no Suites Le Jardin, o atendimento foi maravilhoso! O Golden Park em Curitiba também nos atendeu muito bem as 2 vezes que fomos. O Hotel Glória em Blumenau foi sensacional também! Um passeio inesquecível foi a visita que fiz na Caverna em Botuverá, o guia foi mega atencioso e me deixou tocar nas coisas dentro da caverna, o que não permitem mais porque infelizmente as pessoas estavam destruindo as estalactites.

Inspirador, não é ?!? Adorei a história da Mellina…está aí alguém que sacudiu a poeira, deu a volta por cima e foi viajar! Mel, parabéns pela atitude, obrigada por compartilhar sua história e que você siga inspirando muitas pessoas!

terça-feira, 1 de junho de 2021

Hotel nas Maldivas terá quarto no fundo do oceano



Depois do restaurante submerso Ithaa, que está em seu 13º ano de funcionamento, o hotel Conrad Maldives Rangali Island inaugura em novembro uma acomodação no fundo do mar. A "vila" com capacidade para até nove hóspedes tem quarto, banheiro e sala de estar a uma profundidade de 5 metros abaixo do nível do mar.

 O cômodo submerso é coberto por um domo de acrílico curvo que permite uma vista em 180 graus do fundo do Ocenao Índico. Foram gastos US$ 15 milhões para sua construção, que contou com participação de uma empresa neozelandesa de tecnologia para aquários.

Batizada de Muraka, que significa "coral" em dhivehi, a língua local das Maldivas, a "vila" tem ainda uma área acima da água com quarto, banheiro, salas de estar e jantar, cozinha, academia, deques de observação e piscina.
O valor da diária na Muraka ainda não foi divulgado. Nos outros tipos de acomodações do hotel, custam a partir de US$ 1 mil.


quarta-feira, 19 de maio de 2021

9 melhores cidades para passar o Natal na Europa!






O Natal está chegando e se você quer viver essa magia, nada melhor do que programar uma viagem à Europa nessa época do ano. As cidades ficam iluminadas, com muitos enfeites, organizam mercados de Natal e a neve dá um toque especial ao cenário. Confira agora as 9 melhores cidades da Europa para viver a magia do Natal!


1 – Munique, Alemanha

 



A Alemanha é um dos melhores destinos para curtir o Natal, já que o país conta com muitos dos mercados mais tradicionais da Europa. O mercado de Natal de Munique é uma tradição desde o século XIV e acontece na Marienplatz. As barraquinhas vendem desde comidas e bebidas típicas a belas obras de artesanato.

2 – Nuremberg, Alemanha

 
Outra cidade de destaque na rota do Natal da Alemanha é Nuremberg, com um mercado que data do século XVII. São 180 barracas que ocupam o centro histórico da cidade e que vendem delícias como gingerbread (biscoito de gengibre), o Bratwurst (salsicha) e o Feuerzangenbowle (bebida alcóolica).

3 – Frankfurt, Alemanha

Última dica de destino de Natal na Alemanha, a bela Frankfurt tem um mercado que existe desde 1393 e conta com 200 barracas em torno da Praça Römerberg e da Igreja de São Nicolau. Compre presentes, enfeites e aproveite a gastronomia que é incrível!

4 – Viena, Áustria

 Apesar da Alemanha ser referência quando o assunto é mercado de Natal, o primeiro deles surgiu na Áustria, no final do século XII. Atualmente, acontecem cerca de uma dúzia deles pela capital, sendo o maior deles próximo à prefeitura, na Rathausplatz.


5 – Londres, Inglaterra

A capital do Reino Unido fica linda toda iluminada, com eventos temáticos vitorianos, concertos e shows natalinos, montanha-russa e a maior pista de patinação ao ar livre da Inglaterra. Se você está em Londres nessa época, não perca o mercado Winter Wonderland, no Hyde Park.

6 – Estrasburgo, França

 

 O mercado de Natal mais popular da França acontece em Estrasburgo, com origem do século XVI. As barracas ficam espalhadas por diversos pontos do centro da cidade, que fica toda decorada com luzes e enfeites. Um verdadeiro encanto

7 – Praga, República Tcheca


Com vários mercados típicos – sendo o maior deles na Praça da Cidade Velha – Praga ainda conta com uma enorme árvore de Natal, perfeita para fotos. As barracas vendem artesanatos em madeira, cristais e palha, além de muitas guloseimas.

8 – Copenhagen, Dinamarca

Com muitos mercados espalhados pela capital, fica difícil escolher um só! O mais famoso fica no Tivoli Gardens, o segundo mais antigo parque temático do mundo. Decorado com milhares de luzinhas e árvores de Natal, o mercado conta com barracas de comida, pista de patinação e atrações especiais.

9 – Rovaniemi, Finlândia

Localizada ao norte da Lapônia, a cidade é conhecida como a região natal do Papai Noel. A Santa Claus Village, que fica aberta todos os dias do ano, é ainda mais especial na época de festas. Ali você pode andar de trenó, ver as renas de perto, fazer workshops com elfos, esquiar, ver a aurora boreal e até dormir em um iglu!

 


 






 


 

 

 


 

segunda-feira, 26 de abril de 2021

Empresa poderá levar turistas de submarino até o Titanic



O Titanic é o navio mais famoso do mundo - e também o mais notório naufrágio. É raro alguém que não conheça a trágica história de como o transatlântico colidiu com um iceberg na noite de 14 de abril de 1912 e afundou menos de três horas depois.

Somente os passageiros mais ricos podiam pagar por passagens para as cabines de luxo na primeira e última viagem do Titanic. Em 2019, novamente aqueles com carteiras recheadas poderão percorrer os conveses do famoso navio.
 A empresa americana OceanGate planeja realizar diversas jornadas subaquáticas para o Titanic em meados deste ano. Cada assento em seu submarino de águas profundas custa cerca de 105 mil dólares (387 mil reais). O valor é equivalente a uma passagem de primeira classe na viagem inaugural do navio - ajustada pela inflação.

A missão de longo prazo da OceanGate, espalhada ao longo de vários anos, foi concebida como uma "pesquisa longitudinal para coletar imagens, vídeos e dados de sonar [...] e fornecer uma base objetiva para avaliar a deterioração dos destroços ao longo do tempo e ajudar a documentar e preservar sua história submersa", de acordo com a empresa.

Stockton Rush, fundador e presidente executivo da OceanGate, iniciou o negócio há nove anos, quando queria mergulhar em águas profundas e percebeu que não podia alugar um submarino tripulado. Ele então decidiu conectar a ideia de turismo subaquático a pesquisas científicas.

"O futuro do nosso planeta está no oceano", disse Rush em entrevista à DW. "Então olhei para isso de uma perspectiva de negócios. O que as pessoas querem fazer e que tenha um valor? Há destroços que são mais importantes e menos pesquisados do que os do Titanic, mas nenhum é tão conhecido."

Os destroços do Titanic estão no fundo do Atlântico, cerca de 3.800 metros abaixo da superfície do oceano e a aproximadamente 600 quilômetros da costa de Newfoundland, no leste do Canadá. O navio naufragado foi descoberto em 1985.

Para chegar a uma profundidade tão grande, a OceanGate enviará cientistas e convidados pagantes a uma pequena missão submarina, denominada Titã. O submarino feito de fibra de carbono e titânio transportará um piloto, três turistas e um especialista em mergulhos de duração entre 10 e 12 horas.

Os passageiros dispostos a desembolsar a tarifa de 105 mil dólares certamente terão a viagem de suas vidas. Enquanto isso, biólogos marinhos especializados em alto-mar devem pesquisar as várias centenas de espécies que são exclusivas do Titanic e de seus arredores.

Arqueólogos marinhos devem fazer uma varredura dos destroços com lasers e câmeras especiais para aprender sobre quais materiais sobrevivem aos anos de degradação. Ninguém esteve no Titanic nos últimos nove anos, portanto, será interessante ver como a embarcação está agora.

Com múltiplos mergulhos todos os anos, Rush planeja obter informações exatas sobre a rapidez do progresso da degradação do navio. Espera-se que os lasers sejam capazes de medir o encolhimento em milímetros de ano para ano.

Em 2010, pesquisadores da Universidade de Dalhousie, no Canadá, descobriram um novo tipo de bactéria na carcaça do Titanic. A Halomonas titanicae pode sobreviver em condições inóspitas à maioria das outras formas de vida - e adora comer ferro. É uma das razões pelas quais alguns especialistas afirmam que o Titanic irá se deteriorar completamente nos próximos 20 anos.

domingo, 14 de março de 2021






O Museu Olímpico de Barcelona é uma dica para os viajantes fãs de esportes…que vibram, se emocionam e acreditam que o esporte pode ser realmente transformador.
Foi por acaso, durante nossa viagem à Espanha, que descobrimos o Museu Olímpico e do Esporte, em Barcelona, quase em frente ao Estádio Olímpico dos Jogos de 1992.
 museu reúne um acervo riquíssimo num espaço tecnológico e interativo, onde mostra a evolução do esporte e das diferentes modalidades ao longo do tempo, além de ressaltar valores éticos e positivos numa linguagem universal e de integração social.

É possível assistir lances emocionantes de partidas finais de diversas modalidades e ver, de pertinho, objetos e itens usados pelos atletas durante as competições. É até meio engraçado ver alguns itens esportivos de décadas passadas e pensar como a vida dos atletas era mais difícil…artigos e acessórios bem mais pesados, rígidos e com tão pouca ergonomia!

A visita nos permite ainda aprender sobre a história dos Jogos Olímpicos, Jogos Paralímpicos e Jogos de Inverno…como surgiram? Por quê? Qual sua importância no desenvolvimento da nossa sociedade? As histórias de superação, garra e inclusão são emocionantes e inspiradoras. E toda essa experiência interativa no museu nos faz parar para pensar e olhar o esporte de uma forma ainda mais especial.

É um passeio divertido e educativo que reforça os valores de educação, equipe e perseverança. Recomendo para todas as idades!

O Museu Olímpico e do Esporte fica na colina de Montjuic e abre de terça a domingo. Para chegar: metrô vermelha (L1) ou verde (L3), ir até a estação Espanya e de lá pegar: ônibus 50 ou 150; Bus Turístic, rota sul, azul; Bus Montjuïc turístic, parada 5; ou Funicular de Montjuïc.

terça-feira, 15 de dezembro de 2020

Coliseu inaugura 'túnel do tempo' em 3D


Considerados o monumento mais famoso e frequentado da Itália, o Coliseu de Roma inaugurou sua primeira turnê interativa 3D, uma experiência inesquecível para os italianos e turistas.

O tour interativo dura cerca de 20 minutos e faz parte de uma visita de mais de três horas que inclui o Coliseu, o Foro Romano e o monte Palatino. O percurso pode ser realizado a pé ou usando o equipamento "Segway" em grupo de até 12 pessoas.

 Durante o passeio, o visitante poderá passar pela estátua do Imperador Nero, assim como correr entre os gladiadores que testam os seus movimentos. Os visitantes serão literalmente transportados ao passado através de visores VR, que graças a um software multilingue integra uma reconstrução histórica 3D animada e interativa com conteúdos de áudio explicados pelo professor Filipo Coarelli.

O projeto, idealizado pela operadora turística "Ancient & Recent" e criado pelos italianos Guido Germano Gerace e Cristina Antalgico, permite que os visitantes do monumento, acompanhados por guias turísticos autorizados, desfrutem de uma experiência completamente interativa, virtual, multimídia e multisensorial.

"Estudos científicos demonstram que depois de duas semanas o cérebro humano tende a recordar 10% daquilo que se lê; 20% de tudo que se sente; e 90% daquilo que faz ou simula", explicou Gerace. Segundo ele, aplicando o conceito "learning VR", o passeio "permite que os turistas possam recordar muito mais e por mais tempo", ressaltou.

"A obra realizada e financiada pela região de Lazio levou mais de um ano de trabalho de historiadores, assistentes e programadores de jogos 3D, e foi apreciada pelo ministro da Cultura, o italiano Dario Franceschini, que teve oportunidade de aprová-la há um mês no salão de Ferrara", acrescentou Gerace.

Para garantir o ingresso é preciso acessar o site: www.ancientandrecent.com . O preço do passeio custa entre 70 e 90 euros.

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

Observatório mais alto do mundo abre para o público em Xangai



O observatório da Torre de Xangai, o mais alto do mundo, abriu nesta quarta-feira oficialmente suas portas aos visitantes, que poderão subir 546 metros de altura em menos de um minuto graças a seus elevadores de alta velocidade.

Desde o andar 118 do chamado "Top of Xangai", os visitantes poderão desfrutar de uma vista panorâmica da cidade através de grandes painéis de vidro.

O observatório, que já foi aberto previamente durante uma temporada de testes, tem mil metros quadrados e seus visitantes terão que pagar uma entrada de 180 iuanes (US$ 28) e poder subir em um dos três elevadores de alta velocidade que chegam acima em apenas um minuto.

A Torre de Xangai, de 632 metros e 137 andares, é o edifício mais alto da China e o segundo do mundo superado somente pelo Burj Khalifa de Dubai, com 828 metros.

Embora ainda não tenha sido aberto completamente, o edifício tem uma superfície construída de 530 mil metros quadrados e conta com escritórios, lojas, restaurantes e um hotel.

Desenhado pelo americano Marshall Strabala, já é uma das marcas de identidade de Xangai e é o terceiro dos três edifícios que o Governo municipal planejou construir em 1995 no coração de Lujiazui, seu atual distrito financeiro.


sábado, 24 de outubro de 2020

Turistas começam a pagar taxa de permanência em Jericoacoara






A partir de hoje (21), as pessoas que visitam Jericoacoara, no litoral oeste do Ceará, começam a pagar uma taxa para entrar e permanecer na cidade. A Taxa de Turismo Sustentável foi regulamentada por decreto em junho deste ano e tem valor de R$ 5 por pessoa, cobrada a cada dia de permanência.

A prefeitura de Jijoca de Jericoacoara implantou dois postos para recolhimento da taxa: uma na entrada do município e outra na entrada da Vila de Jericoacoara, que dá acesso às famosas praias, lagoas e dunas. O valor também pode ser pago por meio de boleto gerado na página na internet da prefeitura.
 Pessoas com deficiência, idosos acima de 60 anos, crianças de até 12 anos, além de moradores e trabalhadores da cidade são isentos do pagamento. O decreto estabelece que 40% do valor arrecadado com o recolhimento da Taxa de Turismo Sustentável será aplicado obrigatoriamente na Vila.

O debate sobre a sustentabilidade do turismo de Jericoacoara, que é um parque nacional, ganhou mais espaço com a inauguração do Aeroporto Regional de Jericoacoara, em junho deste ano. Segundo estimativas da Secretaria do Turismo do Ceará, o número de visitantes deverá crescer 20% nos próximos 3 anos.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Benéfico para Islândia, turismo irrita moradores da ilha



Setor teve papel importante na retomada econômica do pequeno país nórdico, cada vez mais na moda entre viajantes estrangeiros.
O aumento no fluxo de turistas foi benéfico para a Islândia depois da quebra financeira que abalou a pequena ilha, há quase uma década. Mas um estudo recente mostra que os islandeses estão começando a se cansar dos visitantes.
"Estamos vendo alguns sinais de que a tolerância está ficando mais baixa, especialmente nas áreas mais populares", diz Helga Árnadóttir, diretora da Associação das Indústrias de Turismo Islandesas.
 Árnadóttir vê a paciência dos habitantes locais como crucial para a continuidade da indústria turística, já que se trata da segunda fonte de renda mais importante do país. Foi graças aos visitantes que a Islândia voltou a registrar crescimento econômico em 2011, após passar por severos programas de austeridade.

Segundo a instituição financeira Islandsbanki, turistas são responsáveis por quase 40% da renda islandesa em moeda estrangeira. Cada visitante contribui com cerca de 1.860 dólares para a economia local. E metade dos empregos criados desde 2010 são direta ou indiretamente ligados ao turismo.

Em 2008, a Islândia, cuja principal atividade econômica era o setor bancário, protagonizou uma severa crise financeira e bancária. Desde 2010, o número de turistas mais que quadruplicou no pequeno país de 335 mil habitantes.

Desde então, os fraudadores financeiros foram presos, os bancos, nacionalizados, e os investidores estrangeiros - que antes da crise atenuavam a carga de investimentos com rendimentos elevados - obrigados a assumir uma parte das perdas. Em 2016, a Islândia registrou crescimento de 7,2%, alimentado pelo consumo privado, o retorno dos investimentos, a explosão do turismo e uma política orçamentária expansionista.
 Banheiros e arbustos

Segundo o Islandsbanki, haverá cerca de 2,3 milhões de visitantes neste ano na Islândia - um aumento previsto de 30% em relação ao ano passado.

A mesma instituição afirma que uma em cada cinco pessoas na ilha é turista nos meses de verão no Hemisfério Norte (junho a agosto). Em setembro, o escritório nacional de estatísticas contou 378.300 estadias, com alemães no topo da lista de visitantes, seguidos pelos turistas americanos.

Apesar de acreditar que a maior parte dos islandeses entende a importância da indústria do turismo, Árnadóttir sugere que a indústria talvez tenha que impor alguns limites ao fluxo de visitantes.

Isso inclui avaliar quantos edifícios em Reykjavik serão convertidos em hotéis, o número de novos restaurantes que devem ser construídos e o número de apartamentos a serem alugados - todas "decisões que têm que ser tomadas pelo governo", afirma.

Os islandeses se queixam sobretudo do vandalismo, da introdução de taxas cobradas para entrar em parques nacionais, das altas de preços e de áreas de construção de hotéis.

Neste ano, também houve semanas de discussões sobre como lidar com o saneamento no país, que apresenta falta de banheiros públicos, o que fez com que turistas fizessem uso de arbustos ou outros locais públicos para atender ao chamado da natureza.
Turismo o ano inteiro

Por outro lado, o boom turístico vivido pela Islândia aumentou a oferta de restaurantes numa ilha onde antes praticamente só se via estandes de cachorro-quente, afirma Árnadóttir.

O plano do governo é atrair turistas que visitem a ilha no Atlântico Norte o ano inteiro - até no escuro inverno -, viajando também por todo o país e não se restringindo apenas à capital, Reykjavik.

A diretora da Associação das Indústrias de Turismo Islandesas diz, porém, que o governo precisa se empenhar para que a Islândia consiga alcançar essas metas: "É preciso reforçar a infraestrutura, a exemplo das estradas, que precisam ser transitáveis também no inverno", diz Árnadóttir.

Nos últimos dois anos, o turismo também vem sendo ameaçado pela situação política instável e pela alta taxa de câmbio da moeda local. "Os turistas não ficam por muito tempo porque é caro", afirma a diretora da associação turística.

Em 2015, os preços do pernoite e de refeições ficaram 44% acima da média da União Europeia, segundo estatísticas. Por causa disso, Árnadóttir espera que o boom deva enfraquecer em breve, estabilizando-se para um crescimento "normal" de 3% a 5%.


terça-feira, 19 de setembro de 2017

Passeio de 2 horas explora o Ibirapuera às quartas e sábados

O Parque do Ibirapuera, frequentado por mais de 200 mil visitantes semanalmente, conta um uma novidade: um passeio multitemático no formato de “walking tour". Chamado de Ibira Walking Tour , o passeio faz uma caminhada enquanto visitam o interior de monumentos históricos e áreas de lazer do parque.

Atraente, surpreendente e acessível, o roteiro custa R$ 29,90 (para adultos) e é conduzido por uma equipe de guias credenciados. Além dos ingressos para museus, como o Museu de Arte Moderna (MAM) , o MuseuAfro e o Pavilhão Japonês , estão incluídas surpresas como um piquenique ao final do tour.

 Jovens até 17 anos e terceira idade pagam metade do preço (R$ 15). Crianças de até 11 anos não pagam. Estrangeiros podem solicitar um tour bilíngue.
O roteiro

O passeio começa no Museu de Arte Contemporânea da USP . Além da vista panorâmica ao parque, os participantes conhecem a história das obras do Ibirapuera. Na descida pelo térreo, o grupo ainda visita o MAC para conhecer de perto obras de Tarsila do Amaral e Candido Portinari.

O programa para dentro dos portões oficiais em um trajeto planejado para que os principais temas sejam apresentados e ilustrados pelas próprias atrações do parque: Pavilhão da Bienal , MAM , marquise , Jardim das Esculturas , Auditório do Ibirapuera .

 Uma das principais surpresas está reservada para depois da passagem pelo Auditório do Ibirapuera, em que se pode ver uma estátua de braços abertos indicando o Obelisco. Trata-se de Ibrahim de Almeida, nobre que, além de combatente, era orador. Nesta estátua, ele vela e louva os heróis da Revolução de 32.

Atravessamos a rua para visitar o subsolo do Obelisco Mausoléu, que guarda os corpos dos estudantes mortos na Revolução de 32, além de 713 ex-combatentes. É um espaço que surpreende pela imponência e riqueza de detalhes, como os mosaicos venezianos que narram passagens da história da cidade paulista.

 A caminhada ainda passa por murais dos grafiteiros Kobra e Os Gêmeos, pelo painel com atletas negros do futebol brasileiro em uma das fachadas do Museu Afro e pelo escondido e tranquilo Pavilhão Japonês.

Próximo ao final do roteiro, o grupo atravessa a ponte de ferro que passa por cima de um dos três lagos do Parque do Ibirapuera, até chegar à praça que homenageia todas as nações e onde é realizado o piquenique de encerramento.
Serviço Ibira Walking Tour

Duração aproximada: 2h30

Quando: sábados e quartas com saídas às 10h e às 14h30

Preço: R$ 29,90 para adultos, R$ 15 para menores de 17 anos e terceira idade. Gratuito para crianças menores de 12 anos.

Como participar: indo direto ao ponto de encontro no horário agendado (MAC-USP) ou reservando com antecedência pelo site Ibira Walking Tour

Forma de pagamento: são aceitos cartões de crédito e débito ou dinheiro no ponto de encontro. Para reservas pelo site o pagamento precisa ser feito com cartão de crédito

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

CNN aconselha turistas a evitarem Veneza



A emissora norte-americana CNN divulgou na segunda-feira (22) uma lista de 12 cidades, entre elas as italianas Veneza e Cinque Terre, a serem evitadas em 2018 como destinos turísticos, principalmente devido à superlotação.

De acordo com a publicação, Veneza recebe cerca de 30 milhões de turistas por ano, o que é um número extremamente excessivo tendo em vista que a cidade conta com apenas 55 mil habitantes.
 A região, considerada um dos principais pontos de visitação da Itália, inclusive, tem adotado diversas ações para combater o turismo de massa e frear o esvaziamento populacional de seu centro histórico. Como alternativa, a emissora sugere que os turistas visitem Annecy, na França.

Além disso, no que diz respeito às aldeias de Cinque Terre, na Ligúria, a CNN informa que, em 2015, a região registrou um fluxo de dois milhões e meio de turistas. Desta forma, segundo o texto, o ideal é os viajantes visitarem Portovenere, que ainda não está entre os itinerários turísticos.

O ranking também inclui outros locais a serem "desprezados", como Barcelona (Espanha), Ilha de Skye (Escócia), Dubrovnik (Croácia), Santorini (Grecia), Butão, Taj Mahal (Índia), Monte Everest (Nepal), Machu Pichu (Peru), Ilhas Galápagos (Equador) e Antártida.


quinta-feira, 20 de julho de 2017

Anguilla é eleita melhor ilha do Caribe; conheça o local queridinho dos famosos .



O destino, ótimo para quem busca relaxar e curtir praias paradisíacas, já foi visitado por Caio Castro, Gisele Bundchen, Leo di Caprio, Beyoncé e Jay Z

Todo o Caribe é paradisíaco, então imagina o quão difícil deve ser escolher uma das ilhas do local como a melhor de todas. Uma popular revista americana de turismo fez esse levantamento com os viajantes de plantão e Anguilla (ATB) acabou sendo a premiada na categoria “Melhor Ilha no Caribe, Bermuda & Bahamas” no Travel + Leisure World´s Best Awards 2017.
Fora isso, duas propriedades Anguilla estão no “Top 25 Resort Hotels no Caribe, Bermuda e Bahamas”. Se você quer mais motivos para visitar o local, saiba que o destino é ideal para quem busca tranquilidade e anonimato, tanto que a ilha recebe muitas celebridades.
Já passarem por lá, por exemplo, famosos como Caio Castro, Camila Coelho, Fernanda Vasconcellos, Cassio Reis, Justin Bieber, Gisele Bundchen, Shia Lebouf, Robert De Niro, Paris Hilton, Beyoncé & Jay Z, Leonardo di Caprio.
Atenção no desembarque
A melhor maneira de chegar ao local seguir de avião até  St. Maarten . Vale ressaltar que você deve desembarcar no lado holandês da ilha, em St. Maarten, onde fica o aeroporto internacional, pois o lado francês da ilha tem um nome parecido, St. Martin, mas não tem um aeroporto de grande porte.
Depois, deve pegar um barquinho até o destino caribenho. Esse trajeto demora cerca de 20 minutos. Os voos saem das principais capitais do Brasil com rotas via Panamá ou Miami.
Hospedagens e atrações
As opções de hospedagem são bem variadas, contando com os luxuosos hotéis cinco estrelas e hotéis boutique e hospedagens mais simples, como uma rede de pousadas que são pequenas, mas têm bom preço e ficam de frente para a praia.
Caso busque agito, é melhor escolher outro destino, já que a ilha exala tranquilidade. Os turistas mais aventureiros vão adorar as opções de esportes aquáticos, como kitesurf, windsurfe, caiaque, stand-up paddle, mergulho e snorkel, inclusive há um parque com essa temática por lá.
Para repor as energias, você pode se deliciar com a boa gastronomia do local, recheada de frutos do mar. Ah, e não deixe de experimentar um drinque quando estiver curtindo a praia.
Outro ponto positivo é que o clima em Anguilla é sempre bom, ficando na média de 28 a 32 graus durante o ano todo. A água também possui temperatura agradável, tanto que dá nadar até de noite sem ficar com frio. A baixa temporada acontece entre maio e agosto, é justamente nesse período que os brasileiros podem encontrar preços mais atrativos.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Esta casa na árvore é a propriedade mais popular do Airbnb; confira detalhes !

Já pensou em se hospedar em uma casa na árvore? Em meio a outras propriedades inusitadas - como barcos e até castelos -, o anúncio do local inusitado recebe cerca de 300 mil visitas por mês e fica nos Estados Unidos

Desde sua criação em 2008, o Airbnb – serviço comunitário tanto para pessoas que querem disponibilizar propriedades para turistas quanto para pessoas que querem alugá-las – torna possível que pessoas do mundo inteiro se hospedem desde em apartamentos pequenos até em igrejas, faróis, barcos, castelos e ilhas particulares. É de se imaginar que a propriedade mais popular entre os usuários do site seja algum desses locais extravagantes, certo? Na verdade, o local em que os usuários mais sonham em se hospedar é uma casa na árvore localizada em Atlanta, nos Estados Unidos .



No site, é possível fazer uma “lista de desejos”, salvando nela as propriedades dos sonhos. Além de concentrar 300 mil visitas mensais, a propriedade está na lista de destinos desejados de 147 mil usuários. Apesar de ser pequena e não oferecer o mesmo luxo que um hotel simples ofereceria (como banheiro no quarto), a casa na árvore não tem uma diária nada barata; quem quiser se hospedar na concorrida propriedade terá de desembolsar US$ 375 (aproximadamente R$ 1.171) por noite.
Detalhes da propriedade
Intitulado “Secluded Intown Treehouse” (casa na árvore isolada na cidade, em tradução livre), o anúncio da propriedade a descreve como um refúgio em meio às árvores, mas que fica a minutos da região central de Atlanta. Segundo os proprietários, ela acomoda duas pessoas e é dividida entre três ambientes, uma sala de estar, um quarto e um deque.
Segundo o anúncio, a sala de estar é recheada de móveis antigos e tem uma sacada com vista para a paisagem de um acre de árvores.
No quarto, a decoração também é vintage, mas com alguns itens bem interessantes: a cama de casal é equipada com rodinhas, então é possível empurrá-la para uma plataforma que fica para o lado da casa, possibilitando uma noite romântica sob as estrelas.
O deque, terceiro “cômodo” da propriedade, foi construído em torno da “Old Man”, um pinheiro de 150 anos que é a maior árvore entre as sete que sustentam a casa.